14.5.15

Sangue Frio

Gélido e sombrio, o meu sangue é frio,
Inserido em um vazio, pulsante o meu arrepio,
Com as cores da cidade à noite,
Na divina escuridão maldosa,
O demônio fez seu açoite,
Com a sua opinião rigorosa.
Vermelho, amarelo e azul melancolia,
Meu sangue é frio, me possuiu de dia,
E me ensinou como é que se faz para persuadir,
Compactuei com os demônios para me divertir,
Semeando a discórdia e a guerra sem um lado,
Discutindo e revelando o que não foi revelado,
Um sorriso que é estranho e quase sempre congelado,
Um coração que já nem bate dentro de um peito massacrado.
O corpo gélido e a mente que está em fagulhas,
Um voodoo mental que não utiliza agulhas,
Meu sangue frio que rompe a certeza dos fatos,
Um jogo limpo, desejo certo, raciocínio para os atos.
E se vive por pouco ou quase nada,
Qual é o jogo? E sua morada?
Vida, vida, vida. Sangue frio de cobra.
O demônio insistiu para assinar a minha obra.
Corra sem destino. Não há hora para se chegar,
Um garoto que é homem e aprendeu a não amar.
Gélido, gélido, um coração de gelo,
O sangue que corre para unir-se com um selo.
Meu sangue que luta para não se esquecer,
De que existe ainda muita vida para se viver.

By: Ayke La’Reyl
Feito em 23 de Abril de 2015.

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