17.5.15

Evocação

Massacrante, e isso passa sim em minha cabeça,
Os meus pulsos ensanguentados no banheiro,
Eu quero que você leia e se estremeça,
Com a cor do meu sangue pulsante e vermelho.
A vida e a morte passam lado a lado no refrão,
A minha alma se esconde quando eu perco a visão,
Quando o meu corpo expele tanta fumaça,
E o seu vento frio chega até mim e me abraça.
Aperte a minha mão. Eu juro que aprenderei a te amar.
Beije-me molhado e me faça perder o ar.
Eu preciso vomitar para fora esta magia inventada,
Um amor paranormal que me veio do nada,
Sussurre no meu ouvido o seu nome preferido,
Não me faça perder a sanidade e a fé,
Quando chegar não faça como um bandido,
Olhe-me nos olhos e me mantenha de pé.
Eu não quero evocar o que eu não conheço,
Eu quero lhe amar desde o começo,
Eu quero prosseguir com a minha magia,
E libertar de mim tudo aquilo que eu fazia,
Por que este é o fim de um começo que eu quero,
O vento no escuro. Eu me descabelo,
A minha “persona” quer morar no meu peito,
O que eu posso fazer se isso já foi feito?
Fim do século que mal começou,
O que sobrar apenas é o que sobrou.
Esquente o final com uma vela, vamos brincar até tarde,
Coloque as palavras aonde eu ainda sou um covarde.

By: Ayke La’Reyl
Feito em 24 de Abril de 2015.

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