2.9.17

(AS) Sumido

Pateticamente estranho, estupidamente ridículo.
O corpo inteiro no sol, e a música que é o veículo,
Para a poesia encher todos os meus poros.

O amor brota como árvores na estação,
Dentro da cabeça e do peito, do coração,
Enraizado dentro da escrita, da memória,
Daquilo que foi e do que não vai e demora,
Colocado sobre um mármore, defunto, enterrado.
Amor me amando, será amado?
Das coisas todas sou o que me sobra,
A imperfeição da minha melhor obra,
Um assumido geral e sincero.

Não quero ser a vagabunda, nem a virginal,
Quero amar sem um porém e sem um final,
Amor que vai além das cores e matérias,
Transpassa a vida e as atmosferas,
Dos planos superiores e transcendentais.
Um assumido ama mais,
Porque ama a si mesmo por primeiro,
Não procura no outro a paz,
E nem o trata de um jeito grosseiro.
Um assumido consegue muito,
Porque tem a quem dele admira,
Pensa bem mais em conjunto,
E pelas pequenas coisas suspira:
Um arco-íris, uma nuvem no horizonte,
Um sorriso que ele coloca na fronte
Brilhosa e colorida pela cor da vitória.
Um assumido é sua própria glória,
É a verdade que habita a essência,
Se discordarem, paciência!
Não existe uma verdade universal no mundo.

Um sumido ama mais ou ama menos?
Porque amar é tudo que ainda nós temos
Sumido sim, mas existiremos!
Um assumido é sua própria glória.
Das coisas todas sou o que me sobra,
Aquilo que muita gente me cobra,
Mas eu deixo passar e ruir.
Passar e ruir...
Passar e ruir...
Assumidamente? Todas as cores do mundo.

By: Vicenzo Vitchella
Feito em 30 de Julho de 2017.

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