26.10.16

Belzebu

“Sozinho Em Casa” poderia ser um hino das pistas de dança,
Se eu vendesse a minha alma para o Diabo,
Coberto com o escuro e com as camadas de pessoas tão mansas,
Que só pensam no seu próprio umbigo e rabo.
Com os espíritos tão bravos e desconhecidos do mar selvagem,
Belzebu é embalado para viajem,
Vem dentro de uma música cheia de moscas e restos.
Com o veneno e o limite que ultrapassam todas as dosagens,
Mudando a cor de todas as paisagens,
Uma geração que não tem filhos e nem netos.
E sozinho em casa eu posso ser a defenestração,
Pactuar com o demônio por distração,
Acordar cravejado e desinibido, tão indiferente,
Sem o papel de homem rivotril e impaciente,
Cheio de olhos onde não existem mais possibilidades,
Dentro de uma casa corrompida e tão cheia de verdades.

Se lhe disser que sua cor combina com a minha escuridão,
Você me deixa jogado, sentindo esse som,
Por que a voz que vem do inferno sempre me alucina,
Isso é um pouco de amor misturado com adrenalina?
Isso só pode ser o tempo finito do domingo,
Domingo Rave, domingo festival,
Domingo com o demônio e um toque espiritual...
Aquela mistura de óculos escuros e colírio,
A fascinação pelo incorreto e seu delírio.

Estou na indústria da loucura e da religião,
Me deixe amarrado no fim de um túnel sem saída,
Enquanto eu canto o meu grande refrão,
Sobre como pactuei para obter sucesso na vida.
Se você acreditar o problema é todo seu,
Queria um pouco do diabo e das drogas na escrita,
“Sozinho Em Casa” é o amor que você não me deu,
E toda aquela sua atitude maldita.

“Sozinho Em Casa”,
Escrito com sangue.

By: Vinicius Osterer
Feito em 25 de setembro de 2016.

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