1.8.15

Alucinação

Furacão de palavras que eu enfrento todo dia,
Com um sorriso guardado para o meu momento de fama,
Com uma alucinação mais forte do que magia,
E a alienação de um doente de cama.
O que é uma doença? Para você o que é normal?
Ser um doido paranoico aprisionado em um hospital?
Desculpe pelo meu mundo. E se isto é um começo,
Eu não tenho um talento e eu até me desconheço.
Entre uma alucinação e outra eu troco,
Todo dia um furacão vira um foco,
E eu troquei o alho pelo incenso barato.
Todas as frases que eram bonitas viraram verdades pessoais,
Troquei o que não existia pelo que existe de mais,
E eu troquei a poesia por um romance inexato.
E nesta troca da noite pelo dia,
Escureci a minha felicidade indomável,
Na companhia da vida de agonia,
Eu acabei virando um louco irremediável.
A loucura não me é de toda ruim,
Por que eu vejo o sol todos os dias,
E quando chegar o meu momento do fim,
Os meus pensamentos darão crias.
Furacão de palavras que eu enfrento bem armado,
Esta chuva de palavras está me deixando alucinado,
E com um guarda-chuva eu peço o meu socorro,
Não sei mais se eu fico ou se eu apenas corro.
Um raio caiu e me afetou de uma forma desgraçada,
Peguei uma caneta com minha mente iluminada,
E vomitei todo o remédio, isso é o que me lembro,
Eu pintei um arco-íris monocromático e moderno,
Atraí para mim todos os olhares do inferno,
E acabei fazendo e aparecendo, estou sendo,
Um refrão analítico que não lhe critique,
E por uma sorte do destino o meu palpite,
É que eu estou alucinado!
Você lê com medo, por que fui diagnosticado,
Um psicopata, daqueles que nunca mata,
Apenas quando já existe um culpado!
E para acabar toda esta história,
Dê-me uma coroa com toda minha glória,
Faça-me alucinar até o final.
Não me chame pelo que você já conhece,
Não me trate pelo que você já viu,
Alucinei e mandei tudo para a merda,
Para uma tal de puta que pariu.

By: Vinicius Osterer.
Feito em 14 de Julho de 2015.

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