27.8.17

Respirei

Talvez faça tanta poesia por produzir tanto lixo,
Ficar aqui escrevendo sempre acaba nisso,
Vou me fazer de louco, bagunçar meu cabelo,
Rabiscar a matéria e não por o meu bedelho,
Do tipo: ai meu Deus levei um tapa na cara,
Levei um tiro mudo, e por mais nenhum segundo,
Quero confrontar o que é verdadeiro.
O que está acontecendo? Por que estou girando sem chão?
Será que estou dirigindo meu carro-poesia na contramão?
Estava dormindo por tanto tempo?
Imperceptível. A poesia pode me tocar?
Perdido entre o que é certo e o que devo deixar...
Este acidente seria inevitável,
De frente para toda a matéria que amava...
Pelas vezes que você me desprezava,
Capotei barranco abaixo, sem poder me movimentar,
A queda é grande quando queremos nos jogar,
De cabeça para baixo na montanha russa,
De cabeça para baixo sem consequências,
Não te amo mais.

Ah! Acordei...
Respirei...
Abri os meus olhos...

A luz do sol parecia cachoeira,
Entrando por uma fresta da cortina da sala,
E o universo parecia pequeno,
De tão pequeno eu poderia levar em uma mala.
O meu corpo bailarino, você me toca e desatino
A gritar e soprar o amor lhe dando bom dia,
Não tem que me amar, isso é covardia,
Eu só quero coisas mais verdadeiras,
Como a luz do sol em cachoeiras,
E eu abraçado e lhe dizendo: Bom Dia!

Ah! Respirei...
Um homem maduro está na superfície...
Ah! Respirei...
Não era amor era maluquice!
E pensar que começou com um rabisco manchado,
Amor querido, eu tenho cuidado,
Ele me disse: queria ver estrelas com você!
Se for ficar eu faço mais café, divido a vida,
Coloco a palavra que ainda nunca foi lida,
E ah! Respiro, respiro, porque você é respirável!
Quem disse que amar deve ser tão agradável?
Mas ame, ame, ame e ame...
Ame assim como eu respiro,
Respire assim como me ame.

By: Vicenzo Vitchella
Feito em 12 de julho de 2017.

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