Lugar
Me
peguei mais uma vez olhando para os classificados,
E
tentando me recuperar dos momentos já passados,
Colocando
expectativa em alguma coisa que nem existe,
Em
um sentimento que me persegue e que persiste,
Que
é uma certeza de que eu busco pelo lugar que é só meu,
Um
lampejo de memória. Uma convicção que me ocorreu.
E
eu estive me olhando no espelho do banheiro,
Não
sabia mais nem o que fazer por primeiro,
Se
eu corria, se eu ficava, se me entorpecia ou me matava,
Havia
pouca vida, havia pouca saída, pouca coisa me restava,
E
se matar era a pureza. Mas fazer e não prometer,
Por
que não existe mais nada para eu poder fazer.
Eu
preciso pagar minhas dividas e perdoar o meu passado,
Esquecer-se
dos velhos hábitos e tentar mudar de lado,
Procurar
alguma vontade para viver ou para escrever,
Para
fazer algum projeto, encher a minha cara e me esquecer,
De
que os meus problemas atuais são irremediáveis,
São
grandes de mais para serem tão suportáveis.
Estou
correndo em um corredor cheio de portas fechadas,
Com
janelas coloridas de vidraças despedaçadas,
Eu
não tenho mais o meu escudo e a minha barreira,
O
meu castelo medieval em um reino de uma caixa de areia,
Eu
estou um passo mais velho em cada dia seguinte e ano,
Eu
não posso mais chorar e me esconder embaixo de um pano.
A
minha cabeça rodou e ela rolou sem parar,
Eu
estou tão atordoado que não consigo nem respirar,
Por
que existe um sentimento que está me aprisionando,
O
pouco respeito que eu tenho está me arrastando,
E
não consigo mais movimentar nenhuma peça de xadrez,
Perdi
a jogada, comprei duas cartas e passei a minha vez.
Eu
tive um lugar fechado. E eu também me fechei.
Em
algum lugar da minha vida alguma coisa me estragou,
Me
deixou paralisado e com medo do próximo passo, eu não o dei,
Um
sono eterno que me fechou os olhos e que me guardou,
Dentro de um cômodo com quatro paredes solitárias,
Com plástico-bolha e com proteções desnecessárias.
By: Vinicius Osterer
Dentro de um cômodo com quatro paredes solitárias,
Com plástico-bolha e com proteções desnecessárias.
Sim.
Eu acho que estou rompendo a casca, quebrando paradigmas,
Todas
as pragas, macumbas e as energias malignas.
Mais
um, 911. Eu acho que eu preciso de sua ajuda!
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